Também se poderia dizer aquecer e desaquecer, alongar antes e depois. Afinal, nossos músculos precisam de cuidados tanto no preparo para tocar sem causar lesão quanto pra relaxar direito depois.
Eu vi essa matéria da Strad sobre isso. Lá eles falam que músculos que não estão aquecidos se cansam mais rápido, aí forçamos o músculo a fazer o que precisamos, aumentando a tensão. Uma tarefa mais difícil dá bem mais trabalho pra um músculo que está tenso, e aí ele cansa mais, e o forçamos, e ele cansa, e o forçamos e ele cansa... acabando provavelmente numa lesão e muita dor.
18/03/2015
13/03/2015
COMO EU AQUEÇO - VÉRONIQUE MATHIEU
Na segunda publicação da série COMO EU AQUEÇO, entrevisto Véronique Mathieu.A violinista canadense é atualmente Professora de Violino na Universidade do Kansas, Estados Unidos, e já é figurinha carimbada no Festival de Piracicaba, tanto ensinando quanto se apresentando. Véronique ganhou prêmios no Concurso de Música Contemporânea Eckhardt-Gramatté 2012, no Concurso Internacional de Música Contemporânea de Krakóvia 2010 e três vezes a Competição do Banco de Instrumentos do Conselho do Canadá. Como membro do Trio Micheletti (com o cellista brasileito André Micheletti e a pianista japonesa Jasmin Arakawa), ela venceu o Grande Prêmio em 2009 no Concurso de Performance de Música da América Latina e Espanha. Mais sobre Véronique no final da entrevista.
12/02/2015
O TESTE É AMANHÃ!
ou COMO NÃO ENLOUQUECER NA NOITE ANTERIOR A UM TESTE
por Dr. Noa Kageyama, publicado originalmente no blog do site The Bulletproof Musician
HOW TO AVOID PSYCHING YOURSELF OUT THE NIGHT BEFORE AN AUDITION
É a noite anterior a um teste importante, e André já está sentindo os nervos. Ele tenta dizer a si mesmo que está pronto, mas só consegue pensar na sua última audição, e como ele se ferrou espetacularmente depois de cometer um erro na peça mais fácil da sua lista. Enquanto ele tenta dormir, tudo o que vê é uma imagem de si mesmo tão nervoso que em vez de um forte ataque assertivo em sua primeira nota, ele produz um ganido horripilante.
A maioria de nós já teve a experiência de ver o pior cenário possível passando pela mente em um momento ou outro. Eles são desagradáveis, mas além nos fazer sentir um pouco ansiosos (e manter-nos acordados à noite), eles não são assim uma grande coisa, certo?
Bem, vamos olhar mais de perto...
por Dr. Noa Kageyama, publicado originalmente no blog do site The Bulletproof Musician
HOW TO AVOID PSYCHING YOURSELF OUT THE NIGHT BEFORE AN AUDITION
É a noite anterior a um teste importante, e André já está sentindo os nervos. Ele tenta dizer a si mesmo que está pronto, mas só consegue pensar na sua última audição, e como ele se ferrou espetacularmente depois de cometer um erro na peça mais fácil da sua lista. Enquanto ele tenta dormir, tudo o que vê é uma imagem de si mesmo tão nervoso que em vez de um forte ataque assertivo em sua primeira nota, ele produz um ganido horripilante.A maioria de nós já teve a experiência de ver o pior cenário possível passando pela mente em um momento ou outro. Eles são desagradáveis, mas além nos fazer sentir um pouco ansiosos (e manter-nos acordados à noite), eles não são assim uma grande coisa, certo?
Bem, vamos olhar mais de perto...
20/01/2015
COMEÇO DE ANO: INSTRUMENTO NA MÃO ESQUERDA, ARCO NA MÃO DIREITA...
Há um tempo eu vi esse vídeo publicado pelo Violin Channel, e achei muito interessante. A cellista e especialista em medicina para músicos Janet Horvath fala das suas 5 regras de estudo em geral, e acho que as dicas dela servem - e muito! - para voltar ao batente, depois das merecidas férias, fazer a volta à rotina de um jeito saudável.
Segue o texto traduzido do video, com comentários da tradutora ;)
06/01/2015
ESTUDO MENTAL FUNCIONA?
Diz-se que os lendários pianistas Rubinstein e Horowitz nem sempre estavam loucos para estudar. Rubinstein simplesmente não gostava de estudar por horas a fio, enquanto Horowitz supostamente temia que estudar em outros pianos, que não o seu próprio, afetaria negativamente seu toque. Sua solução? Uma boa dose de prática mental.
Embora muitos de nós possam nunca vir a ser lendas como eles, a prática mental é algo do qual todos os músicos podem com certeza se beneficiar, independentemente do nível de habilidade.
Ter um concerto chegando e você não está pronto, mas cansado demais para estudar? Quer estudar, mas não pode, por causa de um ataque de tendinite ou um resfriado? Salas de ensaio ocupadas? Instrumento no lutier? É muito cedo/tarde para estudar? Só tem 15 minutos, por isso nem vale a pena tirar o seu instrumento do armário, encontrar uma sala e aprontar tudo, só para ter que sair alguns minutos mais tarde?
Soa familiar?
Claro, mas apenas imaginar-se tocando pode não ser a mesma coisa que prática física real, certo?
01/01/2015
NOTA DE RODAPÉ PARA O ANO NOVO
![]() |
| Arnold Schoenberg, pintado por George Gershwin (isso mesmo, o compositor americano) |
Cada umas das 74 páginas valeu a pena, mas dessa nota específica eu acho que nunca vou me esquecer. São muitas as notas de rodapé do tradutor desse livro, e dá pra entender o boato de que a edição em português demorou mais de 10 anos pra ficar pronta, deve ter sido um trabalhão...
Estava eu no capítulo 4, O Modo Maior e os Acordes Próprios da Escala, e, no meio de um parágrafo da pág. 70 onde o autor/compositor questiona a razão pela qual alguém usa determinados elementos na escrita musical - se fruto de uma necessidade orgânica ou apenas porque é a tradição -, me deparei com essa nota de rodapé sobre o termo "desenvolvimento" (como em sonatas e sinfonias):
25/09/2014
PARA TOCAR COM MAIS CONFIANCA
por Dr. Noa Kageyama, publicado originalmente no blog do site The Bulletproof Musician
![]() |
| Foto de Nobuyuki Taguchi |
Quão confiante você é como intérprete? Você entra em
audições ou performances certo que vai tocar o seu melhor - e toca assim desde a
primeira nota? Ou você se engalfinha com dúvida e ansiedade (talvez até dias ou
semanas antes), e tende a começar sua performance com hesitação?
Se você for como a maioria dos músicos, você
provavelmente se encaixa na segunda categoria com mais frequência do que
gostaria. E além de uma sensação desagradável, essa também é uma má estratégia
para o sucesso no palco.
EQUÍVOCOS SOBRE A
CONFIANÇA
A boa notícia é que confiança é algo que você pode
mudar - e na verdade você tem uma boa dose de controle sobre o seu nível de auto-confiança.
Isto pode ser uma surpresa para você, pois muitos acreditam que a confiança é
em grande parte um traço de personalidade, que você tem ou não tem. Outros
pensam que só o sucesso ou o feedback
positivo pode construir confiança, e que você não pode errar ou experimentar um
"fracasso" se você quiser se tornar mais confiante. Pessoalmente
falando, eu costumava achar que qualquer falta de confiança que eu tivesse era
simplesmente a necessidade de estudar mais.
14/09/2014
COMO EU AQUEÇO - ADRIAN PINZARU
Tudo começou quando li uma matéria da revista inglesa The Strad,
onde o violista Maxim Rysanov explica como é sua rotina de aquecimento.
Mas cada um tem seu modo de entrar no estudo, de aquecer as turbinas para tocar. Por isso resolvi começar essa série.
A partir de hoje o Papo de Violinista publica o COMO EU AQUEÇO, série de entrevistas com músicos que falam sobre suas rotinas e rituais. Na primeira delas, eu, Helena Piccazio, entrevisto Adrian Pinzaru, primeiro violino do delian::quartett.
Helena Piccazio – Adrian, como você
aquece? Qual a primeira coisa que faz quando pega o violino?
Adrian Pinzaru – Considero que o
aquecimento tem dois aspectos fundamentais. O primeiro deles é colocar você em
estado de atenção. Quando se está sem o violino, a atenção está dispersa,
espalhada por todos os lados. Assim, o primeiro aspecto do aquecimento é reunir
essa atenção, concentrar-se, tornar-se atento, focado e, portanto, sensibilizar
o ouvido.
25/08/2014
QUANTAS HORAS POR DIA VOCÊ DEVERIA ESTUDAR?
por Dr. Noa Kageyama, publicado originalmente no blog do site The Bulletproof Musician
2 horas? 4 horas? 8 horas? 12 horas?
Quanto é suficiente?
Existe algo como estudar demais?
Existe um número ideal de horas que se deve estudar?
O QUE DIZEM OS
ARTISTAS?
10/07/2014
3 RAZÕES PELAS QUAIS OS REMÉDIOS PODEM ESTAR ATRASANDO SUA VIDA
por Dr. Noa Kageyama, originalmente publicado no blog do site The Bulletproof Musician
3 REASONS WHY BETA BLOCKERS COULD ULTIMATELY BE HOLDING YOU BACK
Eu li argumentos convincentes a favor e contra o uso de remédios betabloqueadores em artes performáticas e posso entender por que muitos no campo têm sentimentos fortes em ambas as direções sobre seu uso (aqui está um ótimo artigo do NY Times, outro aqui, mais um aqui, e aqui).
Para constar, eu não sou necessariamente contra o uso de betabloqueadores.
Eu só não acho que você precise deles.
Na verdade, se o seu objetivo é tocar o seu melhor, betabloqueadores provavelmente irão te segurar.
Como pode ser isso? Antes de ir pra esse assunto, vamos voltar um pouco e rever algumas informações de fundo.
O QUE SÃO BETABLOQUEADORES?
10/06/2014
O QUE É NERVOSISMO PARA TOCAR, DE VERDADE?
por Dr. Noa Kageyama, originalmente publicado no blog do site The Bulletproof Musician
WHAT IS PERFORMANCE ANXIETY, REALLY?
Quando eu estava crescendo, meu violinista preferido era Itzhak Perlman. Então quando eu recentemente assisti uma masterclass dele, pode apostar que eu absorvi cada pedacinho de conselho que ele tinha a oferecer. Num certo ponto perguntaram quais seus pensamentos sobre como lidar melhor com ansiedade da performance, e a sua resposta (acompanhada de seu humor característico) foi “conheça seu inimigo”. Em outras palavras: entender com antecedência como os seus nervos atacam, para que você possa descobrir o que funciona e o que não na sala de estudos, ao invés de tentar ajustar no meio da apresentação ou audição (quando já tem pressão suficiente).
Me parece um grande conselho.
Então vamos conhecer nosso inimigo um pouco melhor, podemos?
O QUE É A ANSIEDADE DA PERFORMANCE?
WHAT IS PERFORMANCE ANXIETY, REALLY?
Xadrez de Bruxo
Harry Potter e a Pedra Filosofal, filme da Warner Bros. Studios.
Harry Potter e a Pedra Filosofal, filme da Warner Bros. Studios.
Quando eu estava crescendo, meu violinista preferido era Itzhak Perlman. Então quando eu recentemente assisti uma masterclass dele, pode apostar que eu absorvi cada pedacinho de conselho que ele tinha a oferecer. Num certo ponto perguntaram quais seus pensamentos sobre como lidar melhor com ansiedade da performance, e a sua resposta (acompanhada de seu humor característico) foi “conheça seu inimigo”. Em outras palavras: entender com antecedência como os seus nervos atacam, para que você possa descobrir o que funciona e o que não na sala de estudos, ao invés de tentar ajustar no meio da apresentação ou audição (quando já tem pressão suficiente).
Me parece um grande conselho.
Então vamos conhecer nosso inimigo um pouco melhor, podemos?
O QUE É A ANSIEDADE DA PERFORMANCE?
13/05/2014
O QUE TODO MÚSICO DEVERIA SABER SOBRE NERVOSISMO (MEDO DO PALCO)
por Dr. Noa Kageyama, originalmente publicado no blog do site The Bulletproof Musician
WHAT EVERY MUSICIAN OUGHT TO KNOW ABOUT STAGE FRIGHT
WHAT EVERY MUSICIAN OUGHT TO KNOW ABOUT STAGE FRIGHT
Vídeo do J. Heifetz imitando alguém nervoso
Pense na sua última audição ou apresentação. O que você se lembra de
sentir, momentos antes de entrar no palco?
Coração batendo forte no peito? Frio na barriga? Mãos frias e úmidas? Se
sentiu tonto, tenso, fraco ou trêmulo?
Talvez você tenha tido problemas para se concentrar? Sentiu a mente acelerada? Dúvidas e medos pipocando na cabeça? Uma leve sensação de que algo ruim ia acontecer? Se xingando por não estudar mais?
Soa familiar?
SOU SÓ EU?
22/11/2013
RUBATO
Rubato. Então...
Fui me ligar da importância das traduções beeeeem tarde na vida, quando numa aula meu professor mandou o óbvio: rubato é roubado.
"Rubato" ainda era uma palavra da música, e não do italiano, dentro da minha cabecinha. Significava pra mim um quase ralentando, segurar, demorar. E foi então que o professore abriu uma cratera para caída de fichas: rubato não é segurado, é roubado, roubar o tempo. Muda tudo! Não é só segurar. Em música pode ser tanto roubar prum lado quanto pro outro, aquela liberdadezinha de moldar o tempo, sabe?
Infelizmente não me lembro qual era a música, mas no caso a sugestão era roubar um pouco de tempo do começo do compasso (ou seja, acelerar!) e repor no finzinho dele (com um levíssimo ritenuto de concretização de idéia).
Rubato (roubado): do italiano, particípio do verbo rubare (roubar).
Aqui 2 links pra definições em italiano das 2 palavras. Ambas tem o significado musical nos elencos das definições: em um é "movimento conduzido com certa elasticidade em relação aos valores das notas individuais", e no outro, "executado com certa liberdade".
http://www.wordreference.com/definizione/rubato (rubato e rubare)
http://dizionari.corriere.it/dizionario_italiano/R/rubato.shtml (rubato)
http://dizionari.corriere.it/dizionario_italiano/R/rubare.shtml (rubare)
Fui me ligar da importância das traduções beeeeem tarde na vida, quando numa aula meu professor mandou o óbvio: rubato é roubado.
"Rubato" ainda era uma palavra da música, e não do italiano, dentro da minha cabecinha. Significava pra mim um quase ralentando, segurar, demorar. E foi então que o professore abriu uma cratera para caída de fichas: rubato não é segurado, é roubado, roubar o tempo. Muda tudo! Não é só segurar. Em música pode ser tanto roubar prum lado quanto pro outro, aquela liberdadezinha de moldar o tempo, sabe?
Infelizmente não me lembro qual era a música, mas no caso a sugestão era roubar um pouco de tempo do começo do compasso (ou seja, acelerar!) e repor no finzinho dele (com um levíssimo ritenuto de concretização de idéia).Rubato (roubado): do italiano, particípio do verbo rubare (roubar).
Aqui 2 links pra definições em italiano das 2 palavras. Ambas tem o significado musical nos elencos das definições: em um é "movimento conduzido com certa elasticidade em relação aos valores das notas individuais", e no outro, "executado com certa liberdade".
http://www.wordreference.com/definizione/rubato (rubato e rubare)
http://dizionari.corriere.it/dizionario_italiano/R/rubato.shtml (rubato)
http://dizionari.corriere.it/dizionario_italiano/R/rubare.shtml (rubare)
17/11/2013
COMO A ARQUITETURA AJUDOU A MÚSICA A EVOLUIR
Esse vídeo é muito legal, o roqueiro David Byrne (da banda Talking Heads) fala sobre como a arquitetura influenciou a música ao longo da História (das igrejas góticas aos palcos atuais, passando pela invenção do microfone).
Aqui o link do Wikipedia em português pra saber quem é esse roqueiro e aqui o link em inglês (beeem mais completo).
Subscrever:
Mensagens (Atom)




