07/09/2019

PROJETO TCHAIKOVSKY - Mãos à obra!


Esta é a segunda semana do Projeto. Como foi a primeira?

Segunda semana

Pensei que seria uma boa ideia começar contando a vocês o que ando lendo:

À esquerda vocês podem ver The Tchaikovsky Papers, editado por Marina Kostalevsky. Estou lendo por recomendação do amigo Alejandro Aldana. Foi lançado há pouco tempo pela editora da Universidade de Yale e estou lendo para entender mais como esse compositor era como pessoa, o que esculpiu seu universo artístico e como ele se relacionava com o mundo. Esse livro é um compêndio de cartas do Tchaikovsky e pessoas próximas que ficaram em segredo por séculos.

À direita está A Arte da Possibilidade, um livro escrito pelo maestro Benjamin Zander e Rosamund Zander, que trabalha com terapia familiar e artes. Estou lendo esse livro por causa das perspectivas que ele mostra, uma visão diferente da vida, dos desafios e das relações (como a que estou tentando construir com o Concerto de Tchaikovsky).



Também gostaria de compartilhar uma playlist que fiz no Youtube com os vídeos que estou assistindo para este projeto. Está aqui.


Aos diários!

06/09/2019

TCHAIK PROJECT - Let the work begin!


This is the second week of the Project. How was the first week?

Second week

I thought it was a good ideia to start by telling you what I've been reading:

On the left you see The Tchaikovsky Papers, edited by Marina Kostalevsky. I'm reading this after the recommendation of a friend. It's been recently released by the Yale University Press and I'm reading it trying to understand more of who this composer was as a person, what shaped his artistic universe and how he related to the world. The book is a compendium of letters from Tchaikovsky and people close to him that were kept secret for centuries.


On the right you see The Art of the Possibility, a book written by the conductor and teacher Benjamin Zander and Rosamund Zander, who works with family therapy and arts. I'm reading this book because of the perspective it shows, a different outlook on life, challenges and relationships (like the one I am trying to build with the Tchaikovsky Concerto).



I also would like to share a playlist on YouTube of what I'm watching for this project. You can see it here.


Now off to the practice diaries!

02/09/2019

TCHAIK PROJECT 1 - First week



August 20th, 2019 - Tuesday

Before opening the violin case I’m already gasping. We think anxiety comes only when we are performing? In my case it is already present even before I start practicing. I just posted the video introducing the TCHAIK PROJECT in Portuguese, and the exposition of the vulnerabilities of my journey as a violinist makes me tense. But when we go on stage isn’t it what we do? We expose all we have, everything we are, and the more we put ourselves into what we are playing, the more what the audience hears is the music.

Good process for us! =)

I had 15 minutes to practice. I did:

01/09/2019

PROJETO TCHAIKOVSKY 1 - Primeira semana



20 de agosto de 2019 - terça

Antes de abrir o violino já estou arfando. A gente pensa que o nervoso vem só enquanto está no palco? No meu caso já está presente antes mesmo de começar a estudar. Acabei de publicar o vídeo de apresentação do PROJETO TCHAIKOVSKY, e a exposição das vulnerabilidades do meu percurso como violinista me deixa tensa. Mas quando a gente vai para o palco não é isso que fazemos? Expomos tudo que temos, tudo que somos e quanto mais nos colocamos no que estamos tocando, mais o que o público ouve é a música.

Bom processo para nós! =)

Tinha 15 minutos pra estudar. Fiz:

22/08/2019

PROJETO TCHAIKOVSKY - TCHAIK PROJECT

(English below)

Primeiro vem o vídeo de apresentação:



Depois um pedaço do texto do projeto de pesquisa que foi aceito pela USP:

22/07/2019

PORQUE O PROGRESSO QUE VOCÊ FAZ NA SALA DE ESTUDO PARECE SUMIR NO DIA SEGUINTE

por Christine Carter com introdução de Noa Kageyama, publicado originalmente no blog do site Bulletproof Musician
Imagem encontrada aqui

Você já sentiu frustração ao pegar uma passagem difícil, trabalhar um pouco nela e fazer com que soe bem, mas no dia seguinte descobrir que a passagem retrocedeu à primeira fase? Que nada realmente mudou? E apesar de ter soado bem ontem, agora soa tão mal quanto antes de você estuda-la?

A maioria de nós consegue viver com "dois passos para frente, um passo para trás". É o "dois passos para frente, dois passos para trás" que faz a gente querer arrancar os cabelos.

O que fazer então?

Será que devemos só continuar assim e aprender a ser mais pacientes? Ou será que existe uma maneira diferente de estudar que pode fazer essas melhorias serem mais permanentes?

Christine Carter entra em cena

29/04/2019

COMO EU AQUEÇO - RACHEL BARTON PINE, parte 2

Esta é a segunda parte da entrevista com a violinista Rachel Barton Pine, a primeira parte está aqui no link:



Helena - Você usa estudo mental?

Rachel - Bastante! Sim! Especialmente para memorização, acho muito útil. Mas mesmo para pensar a musicalidade às vezes. Você pode ficar tão distraído pela execução técnica, que as frases não saem tão bonitas quanto gostaria. Então ocasionalmente eu canto como quero tocar, ouço dentro da minha cabeça e só depois pego o violino e toco. Mas em termos de uma sessão inteira de estudos sem o violino, na maior parte é para memorização. E também tem muito trabalho de preparação sem o violino: estudar a partitura, escutar gravações, contexto histórico, ler sobre o compositor…

Helena - Isso aparece bastante no modo como você toca, todo esse estudo. Outro assunto: muita gente fala sobre estudar oito, dez horas por dia… 

Rachel Barton Pine e o naipe de violinos mais legal do mundo:
os Segundões da OSM
(oficialmente conhecido como naipe de segundos violinos
da Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo)
Rachel - Gosto muito de falar sobre isso, porque acho que tem esse erro de concepção, de que se você quiser ser melhor tem que estudar mais horas. Em primeiro lugar: pessoas diferentes têm personalidades diferentes e tem gente que só consegue estar focada por um tanto de tempo. Honestamente, quando você está no palco aos 30 anos de idade, ninguém sabe e nem se importa se a primeira vez que tocou aquela peça foi quando você tinha oito anos de idade, 12, ou 15. Tudo o que importa é: você tem alguma coisa significativa para dizer com essa peça agora? E talvez a pessoa que aprendeu quando tinha oito anos não tenha desenvolvido isso. Então acho que se preocupar em ser o mais jovem ou o mais rápido não traz em si nenhum significado. E digo isso sendo uma pessoa que era, de fato, muito avançada quando era muito nova.

22/04/2019

COMO EU AQUEÇO - RACHEL BARTON PINE, parte 1

Não me lembro exatamente como, mas eu cheguei nesse vídeo aqui, do Parabéns a Você mais impressionante que eu vi na vida. 



Era Rachel Barton Pine, e eu virei fã inconteste. 

Alguns anos depois eu leio o nome dela na programação da orquestra onde toco, a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo. Imaginou minha euforia?

Ela veio em agosto de 2018 e subiu pela primeira vez ao palco do Theatro Municipal de São Paulo para tocar com a gente. Foi a solista da Serenata para Violino e Orquestra de Leonard Bernstein, peça em 5 movimentos, obra de um lado mais modernoso do compositor. Deu bis nas duas apresentações e foi tudo um deleite.

Rachel topou dar a entrevista com muita simpatia e foi muita conversa, bem mais além do aquecimento. O tempo todo ela conversou de modo franco e com o violino na mão - o Guarnerius Ex-Bazzini Ex-Soldat! - demonstrando tudo que falava. 

Eis aqui a primeira parte do papo que tivemos. Espero que vocês gostem tanto quanto eu gostei.